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Crédito & Dívidas

Simulador de financiamento de veículo 2026

Informe preço, entrada e prazo para ver a parcela, quanto o carro custa no fim e qual instituição cobra menos, com as taxas que o Banco Central publica por banco.

Conteúdo atualizado em Tabelas do ano-base 2026

Simule o financiamento

Preço do carro, entrada e prazo. Sem cadastro e sem CPF — o cálculo roda no seu aparelho.

R$
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20,0% do preço. Quanto maior, menos juros.

Só para mostrar quanto da sua renda a parcela ocupa. Não muda o cálculo.

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Seguro não é obrigatório para ter o crédito. Condicionar o financiamento à compra de seguro ou de outro produto é venda casada, vedada pelo Código de Defesa do Consumidor.

Se houver tarifa de cadastro ou avaliação, ela tem de aparecer no Custo Efetivo Total (CET) que o banco é obrigado a informar antes da assinatura.

Lembre do custo de ter o carro: IPVA, licenciamento, seguro, combustível e manutenção não entram em simulação de banco nenhuma, mas saem do mesmo salário.

Um carro de R$ 60.000,00 vai custar
R$ 85.594,56

Você dá R$ 12.000,00 de entrada, financia R$ 48.000,00 e paga 48 parcelas de R$ 1.533,22 — são R$ 25.594,56 de juros acima do preço à vista.

Cenário realista, com a taxa mediana do mercado no período: 1,9% ao mês. Metade das instituições cobra menos que isso, metade cobra mais.

O mesmo carro, dependendo de onde você financia, custa de R$ 62.875,20 a R$ 109.858,56 — diferença de R$ 46.983,36 na mesma semana. As primeiras posições da lista costumam ser de bancos de montadora, com taxa válida só na compra de veículo da própria marca.

Estimativa com a taxa média que cada instituição praticou no período — não é oferta nem proposta de crédito. A taxa que você consegue depende da análise do banco, do veículo e da entrada.

Quanto cada instituição cobra por R$ 48.000,00

Mesmo valor financiado, mesmo prazo de 48 parcelas. O que muda é a parcela e o total que você paga no fim.

#InstituiçãoParcelaTotal a pagar
1BANCO CNH INDUSTRIAL CAPITAL S.A melhor 0,24% ao mêsR$ 1.059,90R$ 50.875,20
2BCO MERCEDES-BENZ S.A. 0,76% ao mêsR$ 1.197,22R$ 57.466,56
3BMW SA CFI 0,86% ao mêsR$ 1.224,79R$ 58.789,92
4BCO RCI BRASIL S.A. 1,0% ao mêsR$ 1.264,02R$ 60.672,96
5BCO DA AMAZONIA S.A. 1,08% ao mêsR$ 1.286,77R$ 61.764,96
6BANCO HYUNDAI CAPITAL BRASIL 1,38% ao mêsR$ 1.374,14R$ 65.958,72
7BCO GM S.A. 1,44% ao mêsR$ 1.392,01R$ 66.816,48
8BANCO TRATON BRASIL S.A. 1,49% ao mêsR$ 1.406,99R$ 67.535,52

Atenção às primeiras posições. As menores taxas da lista costumam ser de bancos ligados a montadoras, que praticam taxa promocional apenas na compra de veículo da própria marca — e muitas vezes só em modelos e prazos específicos. Para um carro de outra marca ou usado, a taxa realista está no meio da tabela.

A parcela do financiamento depende de três coisas: quanto você financia (preço menos entrada), o prazo e a taxa do banco. O número que decide a compra não é a parcela, e sim quanto o carro custa no fim — simule abaixo e compare banco por banco.

Como funciona o financiamento

No financiamento de veículo o banco paga o carro para a loja e você paga o banco em parcelas fixas. Três números definem tudo: o valor financiado (preço menos entrada), o prazo e a taxa de juros. A parcela sai da Tabela Price, o sistema em que todas as prestações têm o mesmo valor.

O carro é registrado no seu nome, mas com alienação fiduciária: o banco fica como proprietário fiduciário até a última parcela. É isso que permite a busca e apreensão em caso de inadimplência e o que impede a venda do veículo antes da quitação. A garantia também é o motivo de a taxa ser bem menor que a de umempréstimo sem garantia.

O erro mais comum de quem simula é olhar só a parcela. A parcela responde "cabe no meu mês?"; ela não responde "esse carro está caro?". Para isso serve outro número, que a calculadora acima mostra em destaque: quanto o carro custa no fim, somando a entrada e todas as parcelas.

Exemplo do custo total

Um veículo de R$ 60.000,00 com entrada de R$ 12.000,00 (20,0%), financiando R$ 48.000,00 em 48 parcelas, com as taxas que as instituições praticaram no período de 9 de julho de 2026 a 15 de julho de 2026. Prazos usuais no mercado: de 12 a 72 parcelas.

CenárioTaxa ao mêsParcelaJuros pagosCusto final do carro
Menor taxa do período0,24%R$ 1.059,90R$ 2.875,20R$ 62.875,20
Taxa mediana1,9%R$ 1.533,22R$ 25.594,56R$ 85.594,56
Maior taxa do período3,39%R$ 2.038,72R$ 49.858,56R$ 109.858,56

A maior taxa média do período foi de 3,39% ao mês, o equivalente a 49,23% ao ano na publicação do Banco Central. São estimativas com a taxa média de cada instituição: não são oferta, proposta nem garantia de aprovação, e a taxa aplicada a você depende da análise de risco, do veículo e da entrada.

O que o prazo faz com o preço

Esticar o prazo é a forma mais fácil de fazer a parcela caber — e a mais caras de todas. Nos mesmos R$ 48.000,00 financiados à taxa mediana de 1,9% ao mês:

PrazoParcelaTotal das parcelasJuros pagos
12 parcelasR$ 4.511,03R$ 54.132,36R$ 6.132,36
24 parcelasR$ 2.509,16R$ 60.219,84R$ 12.219,84
36 parcelasR$ 1.853,07R$ 66.710,52R$ 18.710,52
48 parcelasR$ 1.533,22R$ 73.594,56R$ 25.594,56
60 parcelasR$ 1.347,63R$ 80.857,80R$ 32.857,80
72 parcelasR$ 1.228,95R$ 88.484,40R$ 40.484,40

A parcela cai, o total sobe. Há ainda um risco prático no prazo longo: o carro desvaloriza mais rápido do que a dívida diminui no começo, e por um bom tempo você deve mais do que o veículo vale. Se precisar vender ou sofrer perda total, a diferença sai do seu bolso.

O que a entrada faz com o preço

A entrada é o único item da conta totalmente sob seu controle. Mesmo veículo de R$ 60.000,00, mesmo prazo de 48 parcelas, mesma taxa mediana:

EntradaValor da entradaParcelaJuros pagosCusto final do carro
0,0%R$ 0,00R$ 1.916,52R$ 31.992,96R$ 91.992,96
10,0%R$ 6.000,00R$ 1.724,87R$ 28.793,76R$ 88.793,76
20,0%R$ 12.000,00R$ 1.533,22R$ 25.594,56R$ 85.594,56
30,0%R$ 18.000,00R$ 1.341,56R$ 22.394,88R$ 82.394,88
50,0%R$ 30.000,00R$ 958,26R$ 15.996,48R$ 75.996,48

Cada real de entrada é um real que não paga juros. Esperar alguns meses para juntar mais entrada costuma render mais que qualquer negociação de taxa — e ainda melhora a chance de aprovação.

Por que o banco muda tanto a conta

No período de 9 de julho de 2026 a 15 de julho de 2026, as 37 instituições que publicaram taxa nesta modalidade foram de 0,24% a3,39% ao mês, com mediana de 1,9%. É o mesmo produto, com a mesma garantia, na mesma semana.

Uma ressalva importante para ler o ranking com honestidade: as menores taxas da lista costumam ser de bancos ligados a montadoras. Elas existem para vender carro da própria marca e normalmente valem só em modelos, prazos e entradas específicos. Se você vai comprar um usado ou um carro de outra marca, a taxa realista está no meio da tabela — e é ali que a comparação entre bancos vale dinheiro.

As taxas vêm do levantamento que o Banco Central do Brasil publica por instituição: médias das taxas pactuadas nos cinco dias úteis do período, ponderadas pelos valores contratados, e já refletem o custo efetivo médio das operações. Uma instituição pode não aparecer por não ter operado na modalidade no período ou por não ter enviado os dados no prazo.

O que olhar na proposta

Antes de assinar, o banco é obrigado a informar o Custo Efetivo Total (CET)e apresentar o demonstrativo de cálculo. O CET é uma taxa anual que reúne juros, tarifas, tributos, seguros e qualquer outra despesa vinculada à operação — é o único número que permite comparar duas propostas de verdade.

Confira item por item:

  • CET anual, e não apenas a taxa de juros mensal. Se houver tarifa de cadastro ou de avaliação do bem, ela aparece aqui.
  • Soma total a pagar — o valor com financiamento e o preço à vista, para você ver quanto custa o crédito.
  • Seguro e produtos agregados. Condicionar o crédito à compra de seguro, capitalização ou qualquer outro produto é venda casada, vedada pelo Código de Defesa do Consumidor. Contratar seguro é sensato; ser obrigado a contratar com quem o banco indica, não.
  • Multa e juros de atraso. Em relação de consumo, a multa de mora não pode passar de 2% do valor da prestação.
  • Direito de quitar antes com redução proporcional dos juros. Isso não se negocia: é garantia legal.

As armadilhas mais comuns

  • Escolher pela parcela. A parcela mais baixa quase sempre é o financiamento mais caro. Olhe o custo final do carro.
  • Financiar 100% do valor. Sem entrada, os juros incidem sobre tudo e a dívida fica acima do valor do carro por vários meses.
  • Esquecer o custo de ter o carro. IPVA, licenciamento, seguro, combustível, pneus e manutenção não entram na simulação de nenhum banco — mas saem do mesmo salário. Vale conferir quanto sobra no seusalário líquido antes de decidir.
  • Aceitar a primeira proposta. Normalmente é a da financeira parceira da loja, que recebe comissão pela indicação. Pedir proposta ao banco onde você recebe salário é o comparativo mais barato que existe.
  • Trocar dívida barata por dívida caruda. Se você já tem margem deconsignado, compare: em alguns casos a taxa do consignado é menor que a do financiamento, mesmo sem a garantia do veículo.

Dados de taxas: Banco Central do Brasil, taxas de juros de operações de crédito por instituição financeira, período de 9 de julho de 2026 a 15 de julho de 2026, sob licença Open Data Commons Open Database License (ODbL).

Perguntas frequentes

Como o banco calcula a parcela do financiamento?

Pela Tabela Price: a parcela é fixa e calculada sobre o valor financiado (preço menos entrada), no prazo escolhido e na taxa da instituição. Em R$ 48.000,00 financiados por 48 meses na taxa mediana de 1,9% ao mês, a parcela fica em R$ 1.533,22.

Qual a entrada mínima para financiar um carro?

Não existe percentual mínimo fixado em lei. Cada instituição define quanto aceita financiar, conforme o veículo, o prazo e a análise de risco. Na prática, entrada maior significa menos juros e mais chance de aprovação.

Vale a pena financiar em mais parcelas para caber no orçamento?

Cabe melhor no mês e custa muito mais no fim. Nos mesmos R$ 48.000,00 à taxa mediana, ir de 12 para 72 parcelas leva os juros de R$ 6.132,36 para R$ 40.484,40.

O carro fica no meu nome durante o financiamento?

Sim, mas com alienação fiduciária: o veículo é registrado no seu nome com a restrição em favor do banco, que fica como proprietário fiduciário até a última parcela. Por isso você não pode vender o carro sem quitar ou transferir a dívida — e o atraso pode levar a busca e apreensão.

O banco pode exigir seguro para liberar o financiamento?

Não. Condicionar o crédito à compra de seguro, de título de capitalização ou de qualquer outro produto é venda casada, prática vedada pelo Código de Defesa do Consumidor. Você pode contratar o seguro onde quiser — e contratar seguro é recomendável, mas é decisão sua.

O que é o CET e por que ele importa mais que a taxa?

O Custo Efetivo Total reúne, numa taxa anual, tudo que você paga: juros, tarifas, tributos, seguros e outras despesas da operação. Duas propostas com a mesma taxa de juros podem ter CET diferente por causa das tarifas. O banco é obrigado a informar o CET e o demonstrativo de cálculo antes da contratação.

Existe financiamento com taxa zero?

O que costuma existir é taxa promocional de banco de montadora, geralmente atrelada a um modelo, prazo e entrada específicos — e muitas vezes acompanhada de um preço à vista maior ou de menos desconto. A forma de comparar é sempre a mesma: quanto o carro custa no fim, somando entrada e todas as parcelas.

Posso quitar o financiamento antes do prazo?

Sim, é direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor, com redução proporcional dos juros. Vale pedir ao banco o cálculo do saldo devedor para quitação antecipada e comparar com o que falta pagar em parcelas.

Consignado é mais barato que financiamento de veículo?

Depende da taxa e da garantia. No mesmo período, o consignado CLT começa mais barato para quem tem carteira assinada, mas o financiamento tem o próprio carro como garantia e taxas promocionais de montadora. Compare os dois no nosso simulador de consignado e no ranking desta página.

Fontes oficiais

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Ferramentas que costumam ser usadas junto com a simulador de financiamento de veículo.

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